Inicio esse blog contando um pouco da história da minha conversão.

Durante muitos anos, eu vivi sem acreditar em Deus.
Não era apenas incredulidade — era convicção. Hoje eu até tenho vergonha de mim mesmo, desse tempo onde eu me achava muito inteligente.

Eu era um ateu defensor do evolucionismo e via o universo como um resultado inevitável de processos aleatórios, guiados pelo caos e pelo tempo. A ideia de um Criador, para mim, era desnecessária e até incômoda. Eu achava que a ciência explicava tudo — e aquilo que a ciência não explicava, um dia explicaria.

Mas Deus tem maneiras sutis de alcançar até os mais céticos.

Tudo começou quando peguei, por indicação da minha cunhada, o livro “Como tudo começou – uma introdução ao Criacionismo”, de Adauto Lourenço.

Eu esperava encontrar argumentos frágeis ou puramente religiosos, mas o que encontrei foram evidências científicas, análises profundas e uma lógica que começou a desmontar as bases do meu pensamento. Cada capítulo trazia dados, conceitos e reflexões que me fizeram encarar algo que eu nunca quis admitir: talvez o universo não seja fruto do acaso.

A precisão das leis físicas, a complexidade dos organismos vivos, a informação contida no DNA… tudo isso passou a apontar não para caos, mas para design.

E pela primeira vez, eu permiti que essa possibilidade fizesse sentido pra mim. Enquanto ainda digeria o que havia lido, comecei a assistir debates no YouTube entre cientistas, filósofos e teólogos. E algo surpreendente acontecia: quanto mais eu procurava argumentos contra o design inteligente, mais eu encontrava o contrário.

Um dos pontos que mais me impactou foi o avanço das observações do Telescópio Espacial James Webb – Novas imagens, novas medições, novas descobertas… Tudo caminhava na direção oposta da narrativa que eu acreditava.

Galáxias maduras aparecendo muito antes do “esperado” pela teoria tradicional. Estruturas complexas surgindo cedo demais no universo. Sinais de organização onde deveria existir apenas caos primordial.

Era como se o próprio cosmos estivesse dizendo: “Eu não sou um acidente.”

Esses debates, essas descobertas e essas análises começaram a mexer com algo profundo dentro de mim. O evolucionismo, que antes parecia tão sólido, começou a rachar — não por emoção, mas por evidência. A teoria do caos, que antes me servia tão bem como explicação universal, tornou-se insuficiente. Eu já não conseguia olhar para a precisão das constantes físicas, para a harmonia das leis naturais ou para a beleza da vida e dizer, com honestidade: “Isso tudo é fruto do acaso.”

Era como tentar convencer a mim mesmo de que uma sinfonia nasceu do ruído, ou que uma biblioteca inteira se organizou sozinha. A razão — a mesma razão que um dia me levou ao ateísmo — agora me conduzia na direção contrária.

Se havia um Criador… Quem Ele era? Se havia design… Então havia propósito. E se havia propósito… então a minha existência não era um acidente cósmico.

Essa busca me levou ao Cristianismo. E ao invés de encontrar apenas doutrinas, encontrei Cristo, um Deus que não apenas criou tudo o que existe…Mas que desceu ao meu nível, entrou na minha história, e me chamou pelo nome.

Não houve um único momento mágico, mas sim um processo contínuo.

A fé não anulou minha razão. Ela a completou.

Hoje, quando penso na minha jornada, vejo que Deus usou tudo: um livro que me confrontou, debates que me desafiaram, imagens do James Webb que ampliaram minha visão, e uma série de pequenas inquietações que, um dia, formaram um clamor.

E Deus respondeu.

Hoje, quando olho para o universo, eu não vejo caos.
Eu vejo assinatura. Eu vejo arte. Eu vejo propósito. Eu vejo o Criador, e acima de tudo, vejo a graça que me alcançou quando eu menos esperava — e quando eu menos merecia.

Continuo então agora uma jornada onde pretendo registrar aqui as notas de um discipulo – um discipulo de Cristo por convicção – peço à você, leitor desse blog que aguarde os próximos capítulos dessa jornada incrível de mudanças, aprendizados e fé.

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